quarta-feira, maio 30, 2007

Descoberta nova espécie de lagarto sem pernas na Índia

Um zoólogo indiano disse ter descoberto uma nova espécie de lagarto, sem patas, numa área de floresta do leste do país. Um estudo científico preliminar revela que o lagarto pertence ao género Sepsophis.
O novo lagarto, de 20 centímetros de comprimento, parece uma cobra e prefere viver numa toca fria, solo macio e debaixo de pedras, o que é uma variedade nova para a ciência.
Lagartos e cobras têm um ancestral comum, mas hoje pertencem a duas diferentes ordens de animais. Cobras, ao longo da evolução, perderam suas patas, mas os lagartos sem patas de hoje não são serpentes.
O lagarto foi descoberto na região de Khandadhar.
Outros lagartos sem patas pertencem a diferentes famílias, e foram descobertos na Ilha Nicobar, no nordeste indiano, e nos Estados de Orissa e Andhra Pradesh. Os parentes mais próximos da nova espécie encontram-se no Sri Lanka e na África do Sul, de acordo com o pesquisador.


Chitas fêmeas são `promíscuas´, diz estudo na Tanzânia

Uma análise genética de chitas na Tanzânia, apontou que as fêmeas dessa espécie são "altamente promíscuas". Cientistas analisaram o DNA colectado de amostras de fezes de 176 chitas ao longo de nove anos.
Foi constatado que 43% de 47 ninhadas continham filhotes de pais múltiplos. Segundo um cientista, essas estatísticas poderiam ser ainda maiores. "Os filhotes de chitas sofrem de alta taxa de mortalidade nas primeiras semanas de vida então é difícil pegar amostras de todos eles”.
O facto de terem ninhadas com diferentes machos expõe as fêmeas a doenças, de acordo com os cientistas. Mas o comportamento também assegura a diversidade genética da espécie. "Se os filhotes são mais variáveis geneticamente isso pode permitir que eles se adaptem e se desenvolvam em diferentes circunstâncias", disse Gottelli.
As chitas (Acinonyx jubatus) são classificadas como uma espécie vulnerável. A população é estimada abaixo de 10 mil animais, que enfrentam ameaças como a perda de seu habitat e a caça clandestina.

CIENTISTAS DESCOBREM QUE GENE P53 É FACA DE DOIS GUMES NO COMBATE AO CANCRO

Oncologistas descobriram que um gene que se acreditava que auxiliava a quimioterapia a eliminar células cancerígenas, na realidade as ajuda a se proliferar.
Os cientistas indicaram que sua investigação revelou que 70% dos pacientes cujos tumores tinham mutações do gene p53 continuavam vivos cinco anos após o começo do tratamento.
Já aqueles com um gene normal tiveram uma taxa de sobrevivência de apenas 30%.
Segundo os cientistas, este descobrimento abre a possibilidade de uma nova estratégia na luta contra o cancro.
Esta consistiria no desenvolvimento de remédios que desactivariam o gene nos tumores de pacientes submetidos à quimioterapia.
Há muito tempo sabia-se que, na quimioterapia, o p53 era um factor-chave para propiciar a apoptose (autoaniquilação) das células atingidas pelo cancro.
Os cientistas afirmam que esta reparação das células cancerígenas é o que propicia um retorno da doença e acreditam que o gene p53 pode ajudar na recaída do cancro. Se estiverem correctos, inibir o p53 em tumores tratados com quimioterapia pode ajudar na sobrevivência de longo prazo dos pacientes de cancro.


sábado, maio 26, 2007

Investigadores portugueses identificam mutação genética associada ao cancro da mama

Investigadores portugueses identificaram uma mutação num gene associado ao cancro da mama hereditário, abrindo caminho a um diagnóstico mais rápido da doença, anunciou hoje a instituição.
A equipa de investigadores conseguiu identificar um tipo raro de mutação no gene BRCA2. Foi já identificada a mutação desse gene em 21 famílias portuguesas.No total, os investigadores estimam que 1200 pessoas sejam portadoras desta alteração genética, uma mutação que ocorreu num antepassado comum há centenas ou milhares de anos.Os especialistas trabalharam durante dois anos para identificar esta mutação genética, que vai permitir identificar imediatamente quais as famílias de alto risco.Esta descoberta pode ainda possibilitar um diagnóstico mais rápido da doença e levar a uma prevenção através de medidas cirúrgicas.O cancro da mama é o tumor maligno que mais afecta as mulheres portugueses e entre cinco e dez por cento do total de casos são hereditários.


Pegadas comprovam que dinossauros nadavam

Doze fósseis de pegadas de dinossauro, encontrados num lago a norte de Espanha, são a primeira evidência científica que comprova que alguns dinossauros conseguiam nadar.
O rasto de 14 metros de comprimento é constituído por seis pares assimétricos de pegadas, cada um com cerca de 50 centímetros de comprimento e 15 de largura. A distância entre cada pegada sugere que este dinossauro dava passos com um intervalo entre os 2,43 e os 2,71 metros, com uma profundidade de 3,2 metros.A equipa de paleontólogos acredita que o nadador é um Terópode, que engloba a grande família dos dinossauros carnívoros, incluindo o Tyrannosaurus rex, que habitou a região há 125 milhões de anos.Os vestígios de ondulação, existentes na superfície das pegadas, indicam que o dinossauro nadou contra a corrente. “O dinossauro nadava com movimentos alternados das duas patas traseiras” refere o co-autor do estudo, Loic Costeur.“Os movimentos são semelhantes aos usados pelos bípedes modernos, incluindo os pássaros aquáticos” refere-o Costeur. A possibilidade dos dinossauros nadarem foi levantada há vários anos mas, até agora, não existia qualquer evidência que o comprovasse. A descoberta abre caminho a novas investigações.

domingo, maio 20, 2007

Cientistas decifram genoma de macaco reso

Uma equipe internacional de pesquisadores determinou a sequência completa do genoma do macaco reso (Macaca mulatta), um dos animais mais importantes para o estudo de doenças humanas em laboratório. O bicho separou-se da linhagem que daria origem ao Homo sapiens há cerca de 25 milhões de anos, mas seu DNA ainda é 93% idêntico ao de uma pessoa -- e pode dar pistas valiosas sobre as principais características genéticas da humanidade.
As máquinas de seqüenciamento genético tiveram de ler 2,8 bilhões de "letras" químicas de DNA, o que indica que o genoma dos resos tem tamanho mais ou menos igual ao do humano.
Os resos, nativos da Ásia, são a terceira espécie de primata a ter seu genoma decifrado, depois dos humanos e de seus parentes mais próximos, os chimpanzés (cujo grau de semelhança connosco fica muito próximo dos 99%). E esse é um dos principais valores de obter o mapa genómico do Macaca mulatta: por ser um primo nem tão próximo e nem tão distante, ele funciona como termo de comparação para saber quando, ao longo da evolução, certas mudanças aconteceram na linhagem humana.
Suponha, por exemplo, que uma mutação apareça tanto em humanos quanto em chimpanzés, mas não entre resos: o mais provável, nesse caso, é que ela tenha surgido após a separação da dupla humano-chimpanzé, mas antes que esses dois se separassem. Já uma característica genética compartilhada por resos e humanos, mas não por chimpanzés, provavelmente indica que quem mudou ao longo do tempo foram os chimpanzés (e não humanos e resos independentemente).
Tudo isso significa uma nova janela para o entendimento da evolução humana, mas o genoma recém-sequenciado promete também frutos mais práticos. Os resos são muito usados para estudar a neurobiologia dos primatas e todo tipo de doença infecciosa. Foi graças ao bicho que os cientistas descobriram o fator Rh do sangue, muito importante na hora de fazer transfusões. Para testar vacinas contra SIDA ou gripe, por exemplo, os bichos são o principal alvo. E os dados do genoma devem tornar esse processo mais eficiente e preciso.

EQUIPE INTERNACIONAL DECIFRA O GENOMA DA ABELHA DOMÉSTICA

O insecto mais útil da Terra, e também um dos mais interessantes, deixou de ser um mistério genético. Porque acabou-se por determinar a sequência completa do genoma da abelha doméstica (Apis mellifera), com dados que devem transformar o insecto numa ferramenta fundamental para entender a evolução da complexa vida social dos insectos, sem falar na sua importância económica para o homem.
Aliás, a ligação com o homem é uma das partes mais intrigantes do trabalho. Diversos elementos do DNA das abelhas são mais parecidos com o do ser humano e o dos demais mamíferos e vertebrados, e diferentes dos outros insectos. A razão para isso, porém, ainda é um mistério, de acordo com os pesquisadores.
O papel dos pesquisadores da USP foi estudar como os dados do genoma podem explicar a divisão das abelhas em castas sociais muito bem delimitadas. As principais são as operárias, pequenas, estéreis e responsáveis por todo o trabalho pesado na colmeia, e as rainhas, muito maiores e absurdamente férteis, cujo papel é ser literalmente mães da colónia inteira.


Cientistas decifram genoma da cuíca

Uma equipe internacional de cientistas sequenciou pela primeira vez o genoma de um mamífero marsupial, a cuíca, num grande passo para o estudo do sistema imunológico e do cromossoma X, um dos responsáveis por determinar o sexo nos humanos e seus parentes mais próximos. Na pesquisa identificaram-se entre 18 mil e 20 mil genes, a grande maioria dos quais tem um equivalente nos mamíferos placentários, como o homem. Com a sequência do genoma da cuíca (Monodelphis domestica), marsupial nativo do Brasil e de outros países da América do Sul, os pesquisadores identificaram uma ampla gama de genes imunológicos, ligados ao sistema de defesa do organismo. Embora alguns genes sejam específicos desses animais, outros são compartilhados com mamíferos placentários. Segundo o estudo, as semelhanças estabelecidas indicam que os marsupiais, como os cangurus, coalas, cuícas e gambás, desenvolveram um sistema imunológico complexo quando se diferenciaram dos placentários, há cerca de 180 milhões de anos. Isso desmente a teoria de que os marsupiais teriam um sistema imunológico primitivo. Os marsupiais caracterizam-se por ter filhotes que nascem em estado muito imaturo. Por isso, o desenvolvimento embrionário é completado fora do útero materno, frequentemente numa bolsa externa (marsúpio) como a dos cangurus, que rodeia a região mamária. Esse fato talvez esteja ligado ao sistema imunológico complexo, já que o bebé marsupial precisa ser protegido de infecções fora do útero da mãe.
Outro dado interessante vem da estrutura geral do DNA dos marsupiais. Ao comparar o genoma da cuíca com a dos mamíferos com placenta, os pesquisadores verificaram que, ao longo do tempo, não foram exactamente os genes que se alteraram mais. Os genes, que contêm a receita para a produção de proteínas, costumavam ser considerados os principais responsáveis pela evolução. No entanto, as mudanças mais importantes parecem ter se acumulado, ao longo de milhões de anos, nas sequências que regulam os genes, e não neles próprios, sugere a pesquisa.Além disso, a descoberta pode trazer grandes avanços na medicina regenerativa relacionada com a espinha dorsal e danos no sistema nervoso periférico, pois os filhotes recém-nascidos das cuícas podem cicatrizar completamente os danos em sua coluna. A esperança é descobrir quais as características genéticas por trás dessa capacidade.

Cientistas decifram DNA

O mosquito que atormenta os brasileiros todo santo ano vai ter de se haver com as armas da biologia molecular. Uma equipe internacional de pesquisadores acaba de obter a sequência completa do DNA do Aedes aegypti, transmissor da febre amarela.
O trabalho revelou que o A. aegypti possui um genoma cerca de cinco vezes maior que seu parente igualmente perigoso, o mosquito Anopheles gambiae transmissor da malária. Cerca de 1,4 bilhão de pares de "letras" químicas de DNA compõem o genoma do A. aegypti, tamanh
o um pouco inferior à metade do genoma humano.
É um genoma complexo, com muitos elementos repetitivos. Quase metade do DNA do bicho, para se ter uma ideia, corresponde a sequências sem nenhuma função aparente que têm a “mania” de fazer várias cópias de si mesmas e ficar saltando de um ponto ao outro do genoma. Isso dificulta o trabalho de montar o mapa completo do material genético do bicho.
Para esse trabalho, o que se analisa não é exactamente o DNA, mas o mRNA ou RNA mensageiro que transmite as instruções para a produção de proteínas que estão contidas no DNA. Mas o trabalho é directamente relevante para estimar quantos genes funcionais a criatura tem - no caso, a melhor estimativa fica em torno de 15 mil.




sexta-feira, maio 18, 2007

Portuguesas brilham na Biologia

Uma equipa de cientistas portuguesas desvendou o funcionamento do centrossoma, órgão da célula que regula a multiplicação celular, abrindo portas para um possível diagnóstico e tratamento do cancro. A investigação desvendou os segredos da formação do centrossoma, a estrutura que regula o esqueleto e a multiplicação das células e que frequentemente se apresenta alterada no cancro.Esta descoberta responde pela primeira vez a uma questão muito antiga e que já preocupava os biólogos do fim do século XIX: como é que se forma um centrossoma?A importância desta questão prende-se com o facto de várias doenças, desde o cancro à infertilidade, estarem relacionadas tanto com a ausência como com o excesso de centrossomas. Cada célula tem apenas uma destas estruturas e pensava-se que este servia de modelo para a estruturação de novos centrossomas, necessários aquando da formação de novas células.

Grupo recria proteína que queima gordura

Um grupo de pesquisadores desenhou um modelo virtual da estrutura da proteína que regula a queima de gorduras e descobriu os seus mecanismos de funcionamento.
O projecto reproduz a proteína CPT1 (Carnitina palmitoil-transferase), incluindo o seu segmento regulador, completamente desconhecido até agora, explicou um dos pesquisadores. A CPT1 é o objecto preferencial de estudo para combater a obesidade por parte de grupos de pesquisa de todo o mundo. O trabalho também inclui desenhos em nível atómico do funcionamento do repressor malonil-CoA.
A veracidade dos modelos foi comprovada por uma série de trabalhos bioquímicos sobre o funcionamento da proteína, publicados no . "Agora que sabemos como funciona a proteína, no futuro poderão ser desenvolvidos remédios que actuam sobre ela para conseguir resultados", disse Gómez Puertas.
A CPT1 é encontrada no organismo sob três formas diferentes: a 1A, no fígado, a 1B, nos músculos, e a 1C, no cérebro. A manifestação no cérebro é especialmente interessante, já que se acredita que ela seja responsável pela sensação de apetite e satisfação, além de estar envolvida em processos relacionados com diabetes tipo II e doenças cardíacas.


sexta-feira, maio 04, 2007

Investigadores identificam nova categoria de sismo

Entre estes fenómenos, encontram-se os denominados tremores episódicos profundos, sismos de baixa intensidade, terramotos de muito baixa intensidade, deslizamentos lentos de terra e sismos silenciosos.
Esta nova definição «unifica uma classe diferente de fenómenos sísmicos lentos e pode contribuir para uma melhor compreensão dos processos de colapso da placa tectónica e do aparecimento de grandes terramotos.
Estes episódios menores de movimento no interior da Terra irradiam muito menos energia sísmica do que a libertada pelos terramotos simples, apesar de estes terem uma duração maior e, inclusivamente, poderem prolongar-se durante anos.
Os cientistas, que trabalham neste estudo descobriram aquilo que definem como uma «relação simples», que diferencia o comportamento destes terramotos lentos dos sismos, e que os agrupa como manifestações distintas de um mesmo fenómeno.
Segundo os investigadores, o momento sísmico destes terramotos lentos, a quantidade de energia que libertam, é constante e proporcional à sua duração, algo que não sucede nos sismos.
Há pouco mais houve a publicação de um estudo em que advertiam que os ligeiros tremores detectados em várias falhas subterrâneas do planeta, incluídos agora na categoria de «terramotos lentos», podiam ser a prelúdio de futuras catástrofes sísmicas.
Estes «terramotos lentos» produzem-se em zonas de subducção, locais onde se produziram as maiores catástrofes sísmicas da História.
Apesar de tudo o que se sabia até agora sobre terramotos lentos, os cientistas acreditam que ainda estão por descobrir os mecanismos físicos que os produzem, entre os quais acreditam estar a entrada e difusão de algum tipo de fluidos entre as falhas do planeta.

Fonte:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=60&id_news=274377



Cientistas identificam gene da longevidade

O elixir da juventude poderá, no fim das contas, estar escondido num gene pouco conhecido que não apenas promove a longevidade, mas melhora a qualidade de vida.Numa série de experiências feitas com minhocas, uma equipe de cientistas identificou pela primeira vez um gene, conhecido como PHA-4, que desempenha um papel crítico no prolongamento da vida, sem recorrer aos caminhos neurais reguladores de insulina, que também controlam o processo de envelhecimento. Outros biólogos moleculares chamaram o estudo de "revolucionário", afirmando que irá mudar as agendas de pesquisas no novo, porém florescente, campo da genética da longevidade. Mas, também alertaram que duplicar os resultados em humanos é muito mais complicado. Segundo os cientista “Há duas formas principais de se prolongar a vida: uma é reduzir a sensibilidade à insulina ao nível celular; outra forma é a restrição da dieta. Ora isto num ser humano representa mais 15 a 20 anos de vida. Uma dieta controlada, no entanto, não é o mesmo que estar à beira da inanição e deve consistir de uma combinação balanceada de nutrientes para ser eficaz. No estudo minhocas do tipo C. elegans foram alimentadas com uma bactéria guarnecida com material genético que, selectivamente, desligou o gene PHA-4. Como se esperava, as minhocas não desfrutaram mais de uma vida mais longa quando colocadas em uma dieta restritiva. Mas embora esta primeira experiência tenha demonstrado o papel determinante do gene na longevidade vinculada ao controle alimentar, ela não provou que o PHA-4 foi a causa directa de uma vida mais longa, então outro teste foi realizado. Os cientistas conduziram uma série separada de experiências para se certificar de que o PHA-4 agiu de forma independente de qualquer via sinalizadora de insulina. Um dos cientistas, contudo afirma que o PHA-4, que corresponde à família "foxa" de genes nos humanos, provavelmente actua nas enzimas para reduzir a nociva oxidação celular. Mas ele disse que o vínculo entre a restrição alimentar e a longevidade ainda é mal-compreendido. Gary Ruvkun, geneticista da Universidade de Harvard em Massachusetts, também disse que o estudo poderá abrir novos caminhos de pesquisa sobre o envelhecimento humano. "Há homólogos em todos estes organismos e esperamos que funcionem de forma similar", afirmou. Ele previu que outros cientistas começariam a examinar mais cuidadosamente o papel do PHA-4, que foi previamente ligado ao crescimento da faringe da C. elegans. De fato, Ruvkun disse ter examinado o gene em sua própria pesquisa porque admitiu que a desactiva-lo durante a experiência simplesmente mataria a minhoca. Mas Dillin e seus colegas descobriram que quando as minhocas atingem a idade adulta, o gene muda de função, regulando o envelhecimento ao invés do crescimento.

domingo, abril 22, 2007

Rocha sedimentar

As rochas sedimentares são um dos três principais grupos de rochas (os outros dois sendo as rochas magmáticas e as metamórficas) e formam-se por três processos principais:
--pela deposição (sedimentação) das partículas originadas pela erosão de outras rochas (conhecidas como rochas sedimentares clásticas);
--pela deposição dos materiais de origem biogénica; e
--pela precipitação de substâncias em solução.

As rochas sedimentares podem ser divididos em
.Clásticas
.Orgânicas
.Químicas

quarta-feira, abril 18, 2007

Rochas metamórficas são formadas por transformações físicas e químicas sofridas por outras rochas, quando submetidas ao calor e à pressão do interior da Terra, num processo denominado metamorfismo.
As rochas metamórficas são o produto da transformação de qualquer tipo de rocha levada a um ambiente onde as condições físicas (pressão, temperatura) são muito distintas daquelas onde a rocha se formou. Nestes ambientes, os minerais podem se tornar instáveis e reagir formando outros minerais, estáveis nas condições vigentes. Não apenas as rochas sedimentares ou ígneas podem sofrer metamorfismo, as próprias rochas metamórficas também podem, gerando uma nova rocha metamorfizada com diferente composição química e/ou física da rocha inicial.
Como os minerais são estáveis em campos definidos de pressão e temperatura, a identificação de minerais das rochas metamórficas permite reconhecer as condições físicas em que ocorreu o metamorfismo. O estudo das rochas metamórficas permite a identificação de grandes eventos geotectónicos ocorridos no passado, fundamentais para o entendimento da atual configuração dos continentes.
As cadeias de montanhas (ex. Andes, Alpes, Himalaias) são grandes enrugamentos da crosta terrestre, causados pelas colisões de placas tectónicas. As elevadas pressões e temperaturas existentes no interior das cadeias de montanhas são o principal mecanismo formador de rochas metamórficas. O metamorfismo pode ocorrer também ao longo de planos de deslocamentos de grandes blocos de rocha (alta pressão) ou nas imediações de grandes volumes de magmas, devido à dissipação de calor (alta temperatura).

Características do Metamorfismo

Minerais deformados e alinhados exemplo: mármore,quartzto e ardosia
Embora não nos seja possível assistir à génese de rochas metamórficas, visto ocorrer a grandes profundidades, conseguimos facilmente através de variados estudos concluir que a temperatura e a pressão são os principais factores de metamorfismo. No entanto estes dois factores encontram-se intimamente ligados a outras condicionantes como é o caso dos fluidos de circulação, a intensidade de aquecimento e o tempo durante o qual a rocha se encontra submetida a esses factores.
Desta forma ocorre o metamorfismo, ou seja, as rochas apesar de se manterem no estado sólido sofrem alterações um pouco profundas que incluem modificações tanto a nível químico como a nível estrutural. A rocha sofre ainda alterações na textura. Todos estes agentes actuam em conjunto apesar de existirem diferentes ambientes metamórficos. O metamorfismo pode ser baixo, médio e de alto grau. De seguida falaremos acerca de cada um dos agentes do metamorfismo.
Temperatura
A temperatura aumenta com a profundidade, mas para além disso quando ocorre uma intrusão magmática, o calor vai sobreaquecer as rochas encaixantes, calor proveniente desse magma. Assim as rochas ficarão submetidas a temperaturas que provocarão diversas alterações, embora essas temperaturas não sejam suficientes para fundir as rochas.
Pressão
Como o processo designado por metamorfismo que ocorre no interior da terra, as rochas encontram-se a diferentes profundidades, e, desta forma, sujeitas a pressões variadas. A maior parte das pressões são devidas ao peso das camadas superiores designando-se por isso pressões litostáticas. Estas pressões podem-se sentir facilmente a profundidades relativamente pequenas. Existem ainda outras pressões orientadas que se relacionam diretamente com compressões provenientes dos movimentos laterais das placas litosféricas.
Fluidos de circulação
Nos intervalos das rochas predominam diversos fluidos quer no estado gasoso quer no estado líquido, de acordo com as diferentes condições de pressão e temperatura. A água é um dos fluidos mais importantes que transporta várias substâncias em solução, e, para além de ser dissolvente de quase todas as substâncias, este fluído provoca diversas reações químicas. Pode ocorrer, ainda, a migração de materiais, através da água, que irão contribuir, assim, para alterações químicas e até mesmo mineralógicas. As reacções metamórficas serão assim muito lentas devido ao baixo volume de fluidos intersticiais. Com o aumento, quer da temperatura quer da pressão, os intervalos da rocha vão diminuindo consequentemente e os fluidos serão lentamente expulsos. Assim, os minerais hidratados, como é o caso dos minerais de argila tornam-se mais instáveis e com a perda de água transformam-se normalmente em minerais anidros, como é o caso de feldspatos e piroxénos. Devido a esta condicionante, as rochas de alto grau de metamorfismo abrangem muito poucos minerais hidratados, sendo estes muito mais frequentes nas rochas de baixo metamorfismo. A água influencia ainda o ponto de fusão dos materiais, podendo assim ocorrer fusão a temperaturas muito mais baixas do que as indispensáveis em ambientes meio secos.
Tempo
O tempo é um fator bastante importante para a formação deste tipo de rochas. Não se pode dizer exatamente quanto tempo demora uma rocha metamórfica a formar-se para diversas condições de temperatura e de pressão. Contudo diversas experiências laboratoriais mostram que a altas pressões e a altas temperaturas, durante um período de tempo de alguns milhares ou mesmo milhões de anos, se produzem cristais de dimensões elevadas.


Rocha magmática

Rocha ígnea, magmática ou eruptiva é a que resultou da consolidação devida a resfriamento de magma derretido ou parcialmente derretido. O processo de solidificação é complexo e nele podem distinguir-se a fase ortomagmática, a fase pegmatítica-pneumatolítica e a fase hidrotermal. Estas rochas são compostas de feldspato, quartzo, piroxênios e anfibolitos, micas e minerais acessórios. Ocupam cerca de 25% da superfície terrestre e 90% do volume terrestre, devido ao processo de génese.
O magma, ao solidificar-se, dependendo das condições - principalmente da pressão e temperatura - pode originar uma grande variedade de rochas, que se dividem em três grandes grupos:
--rochas ígneas plutónicas, intrusivas ou abissais (figura de um Diorito, uma rocha ígnea intrusiva)
São formadas a partir do resfriamento do magma no interior da crosta, nas partes profundas da litosfera, sem contacto com a superfície. Elas só apareceram à superfície depois de removido o material sedimentar ou metamórfico que a recobria. Em geral, o resfriamento é lento e ocorre a cristalização de todos os seus minerais. Normalmente as rochas plutónicas ou intrusivas apresentam uma estrutura maciça. A sua estrutura mais corrente é granular, isto é, os minerais apresentam-se equidimensionais ligados entre si. A classificação detalhada das rochas magmáticas requer um estudo microscópico da mesma. Em linhas gerais, podem considerar-se as seguintes famílias de rochas magmáticas, entre as quais existe toda uma série de rochas intermédias:

Família do granito: o granito é uma mistura de quartzo, feldspato e micas, além de outros minerais, que se podem encontrar em menores proporções e que recebem a denominação de acessórios. Estes podem ser turmalinas, plagioclases, topázio, e outros mais. O granito é uma rocha ácida e pouco densa que aparece abundantemente em grandes massas, formando regiões inteiras ou as zonas centrais de muitos acidentes montanhosos. O equivalente vulcânico do granito é o riolito;
Família do sienito: tem como minerais essenciais os feldspatos alcalinos, especialmente a ortoclase, aos quais se associa a hornblenda, a augite e a biotite. Não apresentam nem moscovite nem quartzo. São rochas neutras. O equivalente vulcânico do sienito é o traquito;

Família do diorito: tem como minerais essenciais os feldsfatos calcossódicos ácidos - oligoclase e andesina. A estes associam-se, em geral, a hornblenda, a augite e a biotite. O equivalente vulcânico do diorito é o andesito.
Família do gabro: são rochas escuras, verdes ou negras, bastante densas e sem quartzo, pelo que são rochas básicas. Os seus minerais essenciais são os feldsfatos básicos - labradorite e anortite -, acompanhados, geralmente, por diálage, biotite, augite e olivina. O equivalente vulcânico do gabro é o basalto;
Família do peridotito: são rochas constituídas por anfíbolas e piroxenas e, sobretudo, por olivina. São rochas ultrabásicas muito densas e escuras. O magma que as originou formou-se em grande profundidade, muitas vezes na parte superior do manto. Os peridotitos são rochas muito alteráveis por efeito dos agentes meteóricos, transformando-se em serpentinitos, que são utilizados como pedras ornamentais, muito apreciada pela sua cor verde escura.

--rochas ígneas vulcânicas, extrusivas ou efusivas (figura de um Basalto, uma rocha ígnea extrusiva)
São formadas a partir do resfriamento do material expelido pelas erupções vulcânicas actuais ou antigas. A consolidação do magma, então, acontece na superfície da crosta ou próximo a ela. O resfriamento é rápido, o que faz a que estas rochas, por vezes, apresentem material vítreo. Essas rochas têm textura microlítica ou vidrosa (vítrea). Há uma grande diversidade de rochas vulcânicas que se agrupam em alguns tipos gerais: siólitos, traquitos, andesitos e basaltos, entre os quais existe uma série de rochas intermédias, do mesmo modo que nas rochas plutónicas;
--rochas filonianas ou hipoabissais
São as rochas que alguns autores consideram, de certo modo, fazer a transição entre as rochas vulcânicas e as rochas plutónicas. Sem atingir a superfície, aproximam-se muito dela e podem preencher as fissuras da crosta terrestre. Umas formam-se por resfriamento do magma numa fissura, outras formam o recheio das fissuras e farturas, devido à presença de soluções hidrotermais (de águas térmicas) que aí precitam os minerais. Todas as rochas filonianas se encontram em relação direta com o magma, isto é, com rochas intrusivas. São exemplo de rochas filonianas os aplitos, os pegmatitos e os lamprófiros.

Rocha

Rocha (ou popularmente pedra) é um agregado natural composto de alguns minerais ou de um único mineral, podendo ou não conter vidro (o vidro não é considerado um mineral). Para além disso, para ser considerada como uma rocha esse agregado tem que ter representatividade à escala cartográfica (ter volume suficiente) e ocorrer repetidamente no espaço e no tempo, ou seja o fenômeno geológico que forma a rocha ser suficientemente importante na história geológica para se dizer que faz parte da dinâmica da Terra.
As rochas podem ser classificadas de acordo com sua composição química, sua forma estrutural, ou sua textura, sendo mais comum classificá-las de acordo com os processos de sua formação. Pelas suas origens ou maneiras como foram formadas, as rochas são classificadas como magmáticas, sedimentares e rochas metamórficas. As rochas magmaticas foram formadas de magma, as sedimentares pela deposição de sedimentos e posterior compressão destes, e as rochas metamórficas por qualquer uma das primeiras duas categorias e posteriormente modificadas pelos efeitos de temperatura e pressão. Nos casos onde o material orgânico deixa uma impressão na rocha, o resultado é conhecido como fóssil.

DNA “enxuto” deu asas a dinos, diz estudo

Pesquisadores americanos e britânicos estimaram o tamanho do genoma (o conjunto do DNA) dos dinossauros. Não contentes com isso, ainda afirmam que o dado pode revelar como os “lagartões” ganharam sangue quente e, mais tarde, deram origem às aves. Segundo eles, um dos segredos pode ter sido um genoma "enxuto", que preparou o organismo dos animais para funcionar no ritmo necessário para alçar voo.
Um grupo de cientistas usou um truque simples e engenhoso para estimar a quantidade de DNA nas células de 31 espécies de dinos. Eles simplesmente disposeram os ossos fossilizados e mediram o diâmetro de pequenos buracos neles, os quais, em vida, eram ocupados pelas células ósseas.
Acontece que há uma correlação entre tamanho de célula e tamanho de genoma, já verificada em espécies actuais de vertebrados: quanto maior a célula, maior a quantidade de DNA. Usando métodos estatísticos baseados nesses dados de bichos modernos, os pesquisadores conseguiram fazer uma hierarquia dos "gen
omas reconstruídos" de dinos.
E não é que um padrão no mínimo curioso emergiu dos dados? Há uma diferença clara entre todos os dinos terópodes (os carnívoros que deram origem às aves) e os ornitísquios (herbívoros como o chifrudo Triceratops, que lembra um rinoceronte, ou os hadrossauros, com seus bicos de pato). Os terópodes teriam genomas com média de 1,78 bilhão de pares de "letras" de DNA -- pouco mais que a metade do tamanho do genoma humano -- enquanto os ornitísquios teriam quase 2,5 biliões de pares de "letras" em seu DNA.
O mais interessante é que o genoma “enxuto” parece estar presente desde a origem dos terópodes e, talvez, de todos os dinos. O bicho conhecido como Herrerasaurus pode ser tanto o primeiro terópode quanto um dos primeiros dinos -- e já apresentaria DNA "resumido".

Do calor ao vôo
Organ um dos cientistas, explica que as repercussões desse dado podem ser enormes. "Há evidências de que o tamanho do genoma varia junto com a velocidade do metabolismo”. "Fazer mais DNA caber na célula exige que o núcleo celular e a célula como um todo cresçam também. Isso tem consequências directas para a taxa de divisão celular, a respiração e outros factores ligados à razão entre a superfície e o volume dos tecidos."
Por outras palavras um genoma pequeno permite que as células sejam menores e se dividam mais rápido. Em conjunto, células pequenas e numerosas também têm uma superfície maior do que poucas e grandes células - o que facilita a vida delas na hora de fazer trocas químicas no sangue, por exemplo. Assim, é de esperar que um bicho de organismo "rápido" tenha genomas mais enxutos e mostre características como sangue quente.
Como o voo é uma actividade que exige quantidades enormes de energia, considera-se que um metabolismo rápido e sangue quente foram pré-condição para que alguns dinos se tornassem aves. E, de fato, tanto os genomas das aves modernas quanto os do outro grupo vivo de vertebrados voadores, os morcegos, são "resumidos" se comparados aos de seus parentes mais próximos. O mais curioso é que as aves que não voam mais, como os avestruzes e emas, voltaram a ter DNA grandalhão.


Paleontólogos descobrem uma nova espécie de crocodilo

Um grupo de paleontólogos brasileiros anunciou a descoberta de uma nova espécie de crocodilo, extinto há cerca de 90 milhões de anos. O fóssil da espécie Adamantinasuchus navae, com 50 centímetros de comprimento, do período cretáceo, foi encontrado durante as obras de construção de uma barragem no Brasil. Os investigadores afirmaram: "Essa nova espécie era muito diferente dos crocodilos que conhecemos actualmente, era terrestre e vivia em ambientes secos". A análise morfológica do fóssil permitiu mostrar que se trata de uma nova espécie de crocodilo extinto.
“A grande peculiaridade dele é que se trata de um animal muito pequeno. Lembra muito um cachorro chihuahua”, declarou um dos investigadores. O crânio da criatura tem outras características curiosas: olhos muito grandes em relação ao resto da cabeça e os dentes da frente muito protuberantes. Juntando esses dados com o tamanho reduzido, os pesquisadores estimam que o animal teria hábitos nocturnos –- óptimo motivo para ter olhos grandes –- e comeria pequenos animais, talvez insectos e até carniça. Os dentes talvez facilitassem a tarefa de “fisgar” a presa. São traços pouco comuns entre os crocodilos de hoje.

sábado, abril 14, 2007

Proteínas revelam semelhanças entre aves e dinossauros

Um grupo de investigadores americanos recolheu e sequenciou pequenos fragmentos de colágenio, uma proteína retirada dos ossos de um Tyrannosaurus rex, com 68 milhões de anos. O estudo revela que existem semelhanças entre o colágenio dos dinossauros e o das galinhas
Os sete fragmentos, retirados dos ossos do T-Rex, vêm também alimentar a controvérsia em torno da evolução das aves e dos dinossauros. O principal autor do estudo, John Asara, refere que “algumas pessoas acreditam que as aves evoluíram a partir dos dinossauros, mas apenas se baseiam na arquitectura dos seus ossos”. Apesar de ainda não ter respostas definitivas, o trabalho de Asara vem provar que “as aves e os dinossauros estão relacionados, pois as suas sequências também estão relacionadas”. Asara batalhou, durante um ano e meio, para conseguir sequenciar a proteína do T-Rex, através do uso de um espectrómetro de massa. Os ossos, que passaram muitas vezes despercebidos aos olhos dos investigadores, revelaram interessantes semelhanças.O grupo de investigadores baseou-se na análise da proteína encontrada num osso de um dinossauro de um museu. A amostra de cor acastanhada foi purificada e partida em sete fragmentos. John Asara concluiu que cinco destes fragmentos pertenciam à classe Alpha I, semelhante à sequência encontrada nas galinhas.O estudo dá a conhecer as relações existentes entre as espécies e mostra que é possível obter sequências de animais com cerca de 68 milhões de anos.