Pesquisadores que estudam o DNA do homem de neandertal afirma que deve ser possível construir um genoma completo do antigo hominídeo, a despeito da degradação dos vestígios ao longo do tempo. Também há esperança de se reconstruir o genoma do mamute e o urso das cavernas.
Há um debate acalorado sobre se existe parentesco entre o neandertal e o homem moderno. Alguns pesquisadores acreditam que o homem de neandertal simplesmente foi substituído pela humanidade contemporânea, enquanto outros dizem que os grupos podem gerado descendentes em comum.
O sequenciamento do genoma do neandertal, espécie que viveu na Europa até cerca de 30.000 anos atrás, poderia lançar luz sobre a questão.
Em estudos do neandertal, do mamute e do urso das cavernas, a maior parte do DNA recuperado vem de microorganismos que colonizaram os corpos após a morte, dizem pesquisadores.
Mas eles foram capazes de identificar parte do DNA do cadáver original, e Paabo e seus colegas conseguiram determinar como as moléculas se quebraram ao longo do tempo. Eles também desenvolveram procedimentos para evitar contaminação por DNA dos humanos que trabalhavam manuseando o material.
"Estamos confiantes de que a obtenção de uma sequência de genoma neandertal confiável é tecnicamente factível", afirma o artigo de Paabo e colegas.
"A contaminação e degradação do DNA tem sido uma questão séria pelos últimos dez anos", disse Erik Trinkaus. "Esta é uma tentativa séria de enfrentar a questão, e é bem-vinda".
"Não tenho certeza de que tenham resolvido totalmente o problema, mas deram um grande passo na direção correta", disse ele.
quarta-feira, junho 27, 2007
Descobertos restos de pinguim gigante de 40 milhões de anos
Pinguins gigantes caminhavam pelo território que, atualmente, corresponde ao Peru há Amis de 40 milhões de anos, muito antes do que os cientistas acreditavam.
Mais conhecidos por sua presença na Antártida, os pinguins da actualidade vivem em diversas ilhas do Hemisfério Sul, chegando até perto do equador. Mas pesquisadores não acreditavam que essas aves tivessem chegado as regiões mais quentes antes de 10 milhões de anos atrás.
Agora, artigo informa a descoberta de restos de dois tipos de pingüins no Peru, datados de 40 milhões de anos atrás. Um dos animais era um gigante de 1,5 metro, com um longo bico pontiagudo.
Os cientistas mostraram-se surpreendidos com esta descoberta: "Esta é a mesma idade dos primeiros pinguins na América do Sul. O único outro registro no continente, dessa época, é do extremo sul do continente"; "As novas descobertas indicam que eles atingiram as regiões equatoriais muito antes do que se pensava anteriormente".
O pássaro gigante é muito maior que qualquer outro pingüim conhecido na atualidade, e o terceiro maior já registrado.
Mais conhecidos por sua presença na Antártida, os pinguins da actualidade vivem em diversas ilhas do Hemisfério Sul, chegando até perto do equador. Mas pesquisadores não acreditavam que essas aves tivessem chegado as regiões mais quentes antes de 10 milhões de anos atrás.
Agora, artigo informa a descoberta de restos de dois tipos de pingüins no Peru, datados de 40 milhões de anos atrás. Um dos animais era um gigante de 1,5 metro, com um longo bico pontiagudo.
Os cientistas mostraram-se surpreendidos com esta descoberta: "Esta é a mesma idade dos primeiros pinguins na América do Sul. O único outro registro no continente, dessa época, é do extremo sul do continente"; "As novas descobertas indicam que eles atingiram as regiões equatoriais muito antes do que se pensava anteriormente".
O pássaro gigante é muito maior que qualquer outro pingüim conhecido na atualidade, e o terceiro maior já registrado.
sexta-feira, junho 15, 2007
DNA não opera só por meio dos genes, diz estudo
A ideia básica por trás do genoma humano - de que os genes são transcritos por moléculas de RNA mensageiro e estes codificam proteínas que então controlam todas as funções do organismo - há alguns anos vem sofrendo abalos. Agora um novo estudo confirma que o funcionamento do DNA é muito mais complexo.
Os genes definitivamente não são tudo. Outros elementos estão em acção. A má notícia, no entanto, é que ainda não se descobriu exactamente como o genoma opera.
O problema da fórmula mágica, conhecida como dogma central, é que a quantidade de sequências de letras que leva à produção de proteínas é de apenas 1% do genoma. Temos só 30 mil genes, número que surpreendeu os cientistas quando o genoma humano foi codificado, em 2003, justamente por ser pequeno demais.
O arroz, para se ter uma ideia, tem 50 mil. Mesmo assim, por algum tempo se imaginou que todo o resto do genoma não tinha função nenhuma e ele recebeu o desonroso nome de DNA-lixo.
Aos poucos, no entanto, geneticistas começaram a observar que esse “lixo” tem um papel nas doenças genéticas. Eles viram que não apenas mutações em genes podem levar a problemas, como alterações nas letras (A, T, C e G) desses longos trechos também podem ser danosas.
A comprovação de que todo o genoma tem mesmo alguma função veio agora nos primeiros resultados do megaprojeto Encode.
O trabalho conduzido por 35 equipes de pesquisadores analisou com várias técnicas 1% do genoma humano e mostrou que praticamente o DNA inteiro é transcrito.
Ou seja, em vez de as moléculas de RNA mensageiro apenas lerem os trechos que codificam proteínas, elas também lêem todo o resto. Aparentemente essas sequências que não são genes têm um papel regulatório essencial.
Os genes definitivamente não são tudo. Outros elementos estão em acção. A má notícia, no entanto, é que ainda não se descobriu exactamente como o genoma opera.
O problema da fórmula mágica, conhecida como dogma central, é que a quantidade de sequências de letras que leva à produção de proteínas é de apenas 1% do genoma. Temos só 30 mil genes, número que surpreendeu os cientistas quando o genoma humano foi codificado, em 2003, justamente por ser pequeno demais.
O arroz, para se ter uma ideia, tem 50 mil. Mesmo assim, por algum tempo se imaginou que todo o resto do genoma não tinha função nenhuma e ele recebeu o desonroso nome de DNA-lixo.
Aos poucos, no entanto, geneticistas começaram a observar que esse “lixo” tem um papel nas doenças genéticas. Eles viram que não apenas mutações em genes podem levar a problemas, como alterações nas letras (A, T, C e G) desses longos trechos também podem ser danosas.
A comprovação de que todo o genoma tem mesmo alguma função veio agora nos primeiros resultados do megaprojeto Encode.
O trabalho conduzido por 35 equipes de pesquisadores analisou com várias técnicas 1% do genoma humano e mostrou que praticamente o DNA inteiro é transcrito.
Ou seja, em vez de as moléculas de RNA mensageiro apenas lerem os trechos que codificam proteínas, elas também lêem todo o resto. Aparentemente essas sequências que não são genes têm um papel regulatório essencial.
sábado, junho 09, 2007
Células embrionárias sem embriões, revela estudo
Os cientistas envolvidos na pesquisa conseguiram reprogramar células de pele de adulto para que elas se comportassem como células-tronco embrionárias, abrindo o caminho para acabar com os debates éticos sobre a investigação científica em embriões, pois a descoberta apresenta-se como uma alternativa para obter essas células em humanos sem destruir embriões.Reprogramar células de pele de roedor, tornando-as capazes de gerar qualquer tipo de tecido.A experiência foi feita com ratos de laboratório mas os cientistas querem agora reproduzir os mesmos resultados a partir de células humanas.As células estaminais embrionárias são células apenas presentes na fase embrionária da vida e que têm a capacidade de dar origem a qualquer tecido ou órgão que formarão o organismo. A descoberta destas células tem trazido novas esperanças para numerosas doenças como a diabetes, Parkinson ou lesões na espinal medula.
quinta-feira, junho 07, 2007
Genes de sete doenças graves detectados
Um estudo permitiu descobrir genes que aumentam o risco de sete doenças graves, mas muito comuns na população mundial. Ao todo foram analisadas amostras de ADN de 17 mil pessoas, o que permitiu a identificação de novas variantes genéticas para a depressão, doenças coronárias, diabetes de tipo 1 e tipo 2, doença de Crohn, hipertensão e artrite reumatóide.
Um dos genes detectados duplica o risco de doenças coronárias, tornando-se tão significativo, em termos de factor de risco, como níveis de colesterol alto.
Cada um dos novos genes descobertos aumenta a probabilidade de se vir a ter determinada doença, porém, os cientistas sublinham a importância de outros factores, como o estilo de vida.
Os cientistas estão também a tentar identificar genes no ADN humano responsáveis pelo aumento do risco de doenças como a tuberculose, cancro da mama e esclerose múltipla.
Um dos genes detectados duplica o risco de doenças coronárias, tornando-se tão significativo, em termos de factor de risco, como níveis de colesterol alto.
Cada um dos novos genes descobertos aumenta a probabilidade de se vir a ter determinada doença, porém, os cientistas sublinham a importância de outros factores, como o estilo de vida.
Os cientistas estão também a tentar identificar genes no ADN humano responsáveis pelo aumento do risco de doenças como a tuberculose, cancro da mama e esclerose múltipla.
terça-feira, junho 05, 2007
Sapo fluorescente e 23 outras espécies são achadas no Suriname
Um sapo fluorescente de cor púrpura é uma das 24 novas espécies descobertas nos planaltos do Suriname contudo, são criaturas ameaçadas pelo garimpo ilegal.
A descoberta de tantas espécies fora classe dos insectos é extraordinária e aponta a necessidade de pesquisas em regiões distantes, uma vez que se encontrou muitas novas espécies de sapos e peixes também.
O sapo de duas tonalidades tem a pele coberta por traços fluorescentes numa cor púrpura-azulada, sobre um fundo na cor de berinjela. Foram, inclusive, encontradas, no mesmo local, quatro outras novas espécies de sapo, além do descrito acima, seis espécies de peixe, 12 besouros coprófagos e uma nova espécie de formiga.
Foram também encontradas 27 espécies nativa do Escudo das Guianas, que abrange Suriname, Guiana, Guiana Francesa e o norte do Brasil. Um deles era o raro peixe-gado com carapaça, que os ambientalistas temiam já estar extinto devido à contaminação provocada por garimpeiros num riacho onde a espécie havia sido vista pela última vez, há 50 anos.
Incluindo as novas espécies, os cientistas observaram 467 espécies, indo de grandes felinos, como panteras e pumas, até macacos, répteis, morcegos e insectos.
A descoberta de tantas espécies fora classe dos insectos é extraordinária e aponta a necessidade de pesquisas em regiões distantes, uma vez que se encontrou muitas novas espécies de sapos e peixes também.
O sapo de duas tonalidades tem a pele coberta por traços fluorescentes numa cor púrpura-azulada, sobre um fundo na cor de berinjela. Foram, inclusive, encontradas, no mesmo local, quatro outras novas espécies de sapo, além do descrito acima, seis espécies de peixe, 12 besouros coprófagos e uma nova espécie de formiga.
Foram também encontradas 27 espécies nativa do Escudo das Guianas, que abrange Suriname, Guiana, Guiana Francesa e o norte do Brasil. Um deles era o raro peixe-gado com carapaça, que os ambientalistas temiam já estar extinto devido à contaminação provocada por garimpeiros num riacho onde a espécie havia sido vista pela última vez, há 50 anos.
Incluindo as novas espécies, os cientistas observaram 467 espécies, indo de grandes felinos, como panteras e pumas, até macacos, répteis, morcegos e insectos.
domingo, junho 03, 2007
A exploração dos recursos minerais em Portugal
A exploração dos recursos mineralógicos num qualquer território, pressupondo a sua existência, depende da tecnologia disponível, das facilidades de transporte, das possibilidades financeiras e da visão desenvolvimentista prevalecente no momento. O seu carácter não renovável, o impacte ecológico provocado pela sua extracção, a concorrência de outros locais com jazidas mais ricas e/ou de maior facilidade de operação, a instabilidade das cotações nos mercados internacionais, são factores de peso no aparecimento de obstáculos temporais à exploração destas riquezas.O recenseamento de recursos mineralógicos em Portugal revela uma grande dispersão, quanto à sua existência e variedade.A extracção de minérios metálicos vem de longínquos tempos; sabe-se, por exemplo, que os romanos exploraram, entre outras, algumas jazidas de ouro; mas actualmente o seu significado não é relevante. A actividade nas jazidas de minerais energéticos é muito antiga; mas o carvão que se extraía esteve sempre longe de ser, pela quantidade e qualidade, competitivo com outras jazidas, mesmo europeias. A produção máxima, em pouco ultrapassando as 600 000t/ano ocorreu em 1959, acompanhando um surto industrial que então se verificava e, embora as reservas tenham sido avaliadas em mais de 80 milhões de toneladas, pelos anos 90 do século passado já laborava uma só mina (Pejão), com uma produção da ordem das 200 000t/ano, actualmente encerrada. Portugal, com reservas de urânio relativamente importantes, em particular no centro interior, e destaque para as áreas de Viseu e Portalegre, foi um dos primeiros países a explorá-lo, logo após a sua descoberta nas jazidas da Urgeiriça, em 1907, embora o fizesse para extracção de rádio e o urânio fosse rejeitado como ganga. Só com o advento da II Guerra Mundial se dá valor a este recurso, matéria-prima para a energia nuclear, actualmente produzida por fissão dos seus átomos; a sua exploração, a princípio descontrolada, passou a ser, a partir de 1962, dirigida pelo Estado. Entretanto a exploração na Urgeiriça terminou, em sequência do encerramento da empresa em finais de 1993.Os minerais ferrosos, indispensáveis para diversas indústrias metalúrgicas e metalomecânicas, apresentam reservas consideráveis, nomeadamente em Moncorvo, Marvão, Cercal do Alentejo e na área de Cuba-Vidigueira; mas, mais uma vez, a qualidade pouco satisfatória torna a sua exploração de pouco interesse. Dos minerais não ferrosos mais importantes, como cobre, tungsténio, estanho e até ouro, só a exploração de pirites no Sul do País, para indústrias químicas, resistiu até aos nossos dias mas, mesmo assim, até a mina de Neves Corvo, uma das principais, já esteve fechada.Restam como actividades extractivas de sucesso, a exploração de rochas industriais e ornamentais principalmente ligadas à construção civil – granitos, xistos, calcários – que ganharam fama no estrangeiro e contribuem para melhorar o valor das exportações. O Alentejo é o maior produtor de rochas ornamentais, principalmente mármores e granitos. As águas minerais têm boas potencialidades de desenvolvimento, dada a riqueza e variedade de recursos, utilizadas nas estâncias termais e na alimentação, evidenciando-se o Norte e o Centro do Continente onde se registam perto de três quartos dos recursos hidrominerais.Apesar de uma base diversificada, a exploração de recursos mineralógicos tem um interesse económico
limitado, o mesmo acontecendo em relação ao valor estratégico, aqui, à excepção do urânio.
limitado, o mesmo acontecendo em relação ao valor estratégico, aqui, à excepção do urânio.
sábado, junho 02, 2007
Os pneus já não são procupação!!
O país produz anualmente cerca de 75 mil toneladas de resíduos de pneus. Até há poucos anos, os pneus usados representavam um dos grandes problemas ambientais do país, uma vez que eram abandonados ou queimados a céu aberto.Muitos pneus podem fazer parte do pavimento rodoviário numa mistura betuminosa que aproveita pneus em fim de vida.
Desde 1999, foram pavimentados mais de 300 quilómetros de estradas do País com betume que tem granulado feito a partir de 900 mil pneus usados. Este facto não tem vantagens só a nível ambiental,mas também as técnicas, de segurança, durabilidade e conforto, nomeadamente diminuição do ruído são vantagens destes pneusO granulado de borracha usado no betume é como que “reutilizado” na Recipneu onde, só no ano passado, foram recicladas 25 mil toneladas. A cada seis segundos, é processado um pneu. A tecnologia instalada utiliza um processo importado dos Estados Unidos, denominado processo criogénico. Os pneus passam pela moagem para ficarem em pedaços mais pequenos e entram depois num túnel com uma temperatura de cerca de 80 graus negativos. No final do processo, obtêm-se dois tipos de granulado. O mais fino é utilizado para fabricar o betume usado nas estradas; o granulado um pouco maior serve por exemplo para encher os campos desportivos de relva sintética. Noventa e cinco por cento deste produto são exportados para a Europa, África, Médio Oriente e Ásia. Até há poucos anos, os pneus em fim de vida constituíam um dos grandes problemas ambientais do País, com milhares de toneladas destes resíduos abandonadas à beira das estradas ou queimadas a céu aberto. Desde 2003, quando compramos um pneu, pagamos um valor que financia o sistema de recolha e de encaminhamento adequado. No caso dos pneus para automóveis ligeiros são 80 cêntimos a somar ao preço do pneu. A Valorpneu é a entidade que gere o sistema de recolha e destino final dos pneus usados. O objectivo recolher 95% dos pneus usados, recauchutar pelo menos 30% e valorizar o restante, sobretudo através da reciclagem, mas também através da valorização energética na indústria cimenteira.
Desde 1999, foram pavimentados mais de 300 quilómetros de estradas do País com betume que tem granulado feito a partir de 900 mil pneus usados. Este facto não tem vantagens só a nível ambiental,mas também as técnicas, de segurança, durabilidade e conforto, nomeadamente diminuição do ruído são vantagens destes pneusO granulado de borracha usado no betume é como que “reutilizado” na Recipneu onde, só no ano passado, foram recicladas 25 mil toneladas. A cada seis segundos, é processado um pneu. A tecnologia instalada utiliza um processo importado dos Estados Unidos, denominado processo criogénico. Os pneus passam pela moagem para ficarem em pedaços mais pequenos e entram depois num túnel com uma temperatura de cerca de 80 graus negativos. No final do processo, obtêm-se dois tipos de granulado. O mais fino é utilizado para fabricar o betume usado nas estradas; o granulado um pouco maior serve por exemplo para encher os campos desportivos de relva sintética. Noventa e cinco por cento deste produto são exportados para a Europa, África, Médio Oriente e Ásia. Até há poucos anos, os pneus em fim de vida constituíam um dos grandes problemas ambientais do País, com milhares de toneladas destes resíduos abandonadas à beira das estradas ou queimadas a céu aberto. Desde 2003, quando compramos um pneu, pagamos um valor que financia o sistema de recolha e de encaminhamento adequado. No caso dos pneus para automóveis ligeiros são 80 cêntimos a somar ao preço do pneu. A Valorpneu é a entidade que gere o sistema de recolha e destino final dos pneus usados. O objectivo recolher 95% dos pneus usados, recauchutar pelo menos 30% e valorizar o restante, sobretudo através da reciclagem, mas também através da valorização energética na indústria cimenteira.
Fonte:sic.sapo.pt/online/blogs/terraalerta?month=052007#Pneus%20usados
quarta-feira, maio 30, 2007
Descoberta nova espécie de lagarto sem pernas na Índia
Um zoólogo indiano disse ter descoberto uma nova espécie de lagarto, sem patas, numa área de floresta do leste do país. Um estudo científico preliminar revela que o lagarto pertence ao género Sepsophis.
O novo lagarto, de 20 centímetros de comprimento, parece uma cobra e prefere viver numa toca fria, solo macio e debaixo de pedras, o que é uma variedade nova para a ciência.
Lagartos e cobras têm um ancestral comum, mas hoje pertencem a duas diferentes ordens de animais. Cobras, ao longo da evolução, perderam suas patas, mas os lagartos sem patas de hoje não são serpentes.
O lagarto foi descoberto na região de Khandadhar.
Outros lagartos sem patas pertencem a diferentes famílias, e foram descobertos na Ilha Nicobar, no nordeste indiano, e nos Estados de Orissa e Andhra Pradesh. Os parentes mais próximos da nova espécie encontram-se no Sri Lanka e na África do Sul, de acordo com o pesquisador.
O novo lagarto, de 20 centímetros de comprimento, parece uma cobra e prefere viver numa toca fria, solo macio e debaixo de pedras, o que é uma variedade nova para a ciência.Lagartos e cobras têm um ancestral comum, mas hoje pertencem a duas diferentes ordens de animais. Cobras, ao longo da evolução, perderam suas patas, mas os lagartos sem patas de hoje não são serpentes.
O lagarto foi descoberto na região de Khandadhar.
Outros lagartos sem patas pertencem a diferentes famílias, e foram descobertos na Ilha Nicobar, no nordeste indiano, e nos Estados de Orissa e Andhra Pradesh. Os parentes mais próximos da nova espécie encontram-se no Sri Lanka e na África do Sul, de acordo com o pesquisador.
Chitas fêmeas são `promíscuas´, diz estudo na Tanzânia
Uma análise genética de chitas na Tanzânia, apontou que as fêmeas dessa espécie são "altamente promíscuas". Cientistas analisaram o DNA colectado de amostras de fezes de 176 chitas ao longo de nove anos.
Foi constatado que 43% de 47 ninhadas continham filhotes de pais múltiplos. Segundo um cientista, essas estatísticas poderiam ser ainda maiores. "Os filhotes de chitas sofrem de alta taxa de mortalidade nas primeiras semanas de vida então é difícil pegar amostras de todos eles”.
O facto de terem ninhadas com diferentes machos expõe as fêmeas a doenças, de acordo com os cientistas. Mas o comportamento também assegura a diversidade genética da espécie. "Se os filhotes são mais variáveis geneticamente isso pode permitir que eles se adaptem e se desenvolvam em diferentes circunstâncias", disse Gottelli.
As chitas (Acinonyx jubatus) são classificadas como uma espécie vulnerável. A população é estimada abaixo de 10 mil animais, que enfrentam ameaças como a perda de seu habitat e a caça clandestina.
Foi constatado que 43% de 47 ninhadas continham filhotes de pais múltiplos. Segundo um cientista, essas estatísticas poderiam ser ainda maiores. "Os filhotes de chitas sofrem de alta taxa de mortalidade nas primeiras semanas de vida então é difícil pegar amostras de todos eles”.
O facto de terem ninhadas com diferentes machos expõe as fêmeas a doenças, de acordo com os cientistas. Mas o comportamento também assegura a diversidade genética da espécie. "Se os filhotes são mais variáveis geneticamente isso pode permitir que eles se adaptem e se desenvolvam em diferentes circunstâncias", disse Gottelli.
As chitas (Acinonyx jubatus) são classificadas como uma espécie vulnerável. A população é estimada abaixo de 10 mil animais, que enfrentam ameaças como a perda de seu habitat e a caça clandestina.
CIENTISTAS DESCOBREM QUE GENE P53 É FACA DE DOIS GUMES NO COMBATE AO CANCRO
Oncologistas descobriram que um gene que se acreditava que auxiliava a quimioterapia a eliminar células cancerígenas, na realidade as ajuda a se proliferar.
Os cientistas indicaram que sua investigação revelou que 70% dos pacientes cujos tumores tinham mutações do gene p53 continuavam vivos cinco anos após o começo do tratamento.
Já aqueles com um gene normal tiveram uma taxa de sobrevivência de apenas 30%.
Segundo os cientistas, este descobrimento abre a possibilidade de uma nova estratégia na luta contra o cancro.
Esta consistiria no desenvolvimento de remédios que desactivariam o gene nos tumores de pacientes submetidos à quimioterapia.
Há muito tempo sabia-se que, na quimioterapia, o p53 era um factor-chave para propiciar a apoptose (autoaniquilação) das células atingidas pelo cancro.
Os cientistas afirmam que esta reparação das células cancerígenas é o que propicia um retorno da doença e acreditam que o gene p53 pode ajudar na recaída do cancro. Se estiverem correctos, inibir o p53 em tumores tratados com quimioterapia pode ajudar na sobrevivência de longo prazo dos pacientes de cancro.
Os cientistas indicaram que sua investigação revelou que 70% dos pacientes cujos tumores tinham mutações do gene p53 continuavam vivos cinco anos após o começo do tratamento.
Já aqueles com um gene normal tiveram uma taxa de sobrevivência de apenas 30%.
Segundo os cientistas, este descobrimento abre a possibilidade de uma nova estratégia na luta contra o cancro.
Esta consistiria no desenvolvimento de remédios que desactivariam o gene nos tumores de pacientes submetidos à quimioterapia.
Há muito tempo sabia-se que, na quimioterapia, o p53 era um factor-chave para propiciar a apoptose (autoaniquilação) das células atingidas pelo cancro.
Os cientistas afirmam que esta reparação das células cancerígenas é o que propicia um retorno da doença e acreditam que o gene p53 pode ajudar na recaída do cancro. Se estiverem correctos, inibir o p53 em tumores tratados com quimioterapia pode ajudar na sobrevivência de longo prazo dos pacientes de cancro.
sábado, maio 26, 2007
Investigadores portugueses identificam mutação genética associada ao cancro da mama
Investigadores portugueses identificaram uma mutação num gene associado ao cancro da mama hereditário, abrindo caminho a um diagnóstico mais rápido da doença, anunciou hoje a instituição.
A equipa de investigadores conseguiu identificar um tipo raro de mutação no gene BRCA2. Foi já identificada a mutação desse gene em 21 famílias portuguesas.No total, os investigadores estimam que 1200 pessoas sejam portadoras desta alteração genética, uma mutação que ocorreu num antepassado comum há centenas ou milhares de anos.Os especialistas trabalharam durante dois anos para identificar esta mutação genética, que vai permitir identificar imediatamente quais as famílias de alto risco.Esta descoberta pode ainda possibilitar um diagnóstico mais rápido da doença e levar a uma prevenção através de medidas cirúrgicas.O cancro da mama é o tumor maligno que mais afecta as mulheres portugueses e entre cinco e dez por cento do total de casos são hereditários.
A equipa de investigadores conseguiu identificar um tipo raro de mutação no gene BRCA2. Foi já identificada a mutação desse gene em 21 famílias portuguesas.No total, os investigadores estimam que 1200 pessoas sejam portadoras desta alteração genética, uma mutação que ocorreu num antepassado comum há centenas ou milhares de anos.Os especialistas trabalharam durante dois anos para identificar esta mutação genética, que vai permitir identificar imediatamente quais as famílias de alto risco.Esta descoberta pode ainda possibilitar um diagnóstico mais rápido da doença e levar a uma prevenção através de medidas cirúrgicas.O cancro da mama é o tumor maligno que mais afecta as mulheres portugueses e entre cinco e dez por cento do total de casos são hereditários.
Pegadas comprovam que dinossauros nadavam
Doze fósseis de pegadas de dinossauro, encontrados num lago a norte de Espanha, são a primeira evidência científica que comprova que alguns dinossauros conseguiam nadar.
O rasto de 14 metros de comprimento é constituído por seis pares assimétricos de pegadas, cada um com cerca de 50 centímetros de comprimento e 15 de largura. A distância entre cada pegada sugere que este dinossauro dava passos com um intervalo entre os 2,43 e os 2,71 metros, com uma profundidade de 3,2 metros.A equipa de paleontólogos acredita que o nadador é um Terópode, que engloba a grande família dos dinossauros carnívoros, incluindo o Tyrannosaurus rex, que habitou a região há 125 milhões de anos.Os vestígios de ondulação, existentes na superfície das pegadas, indicam que o dinossauro nadou contra a corrente. “O dinossauro nadava com movimentos alternados das duas patas traseiras” refere o co-autor do estudo, Loic Costeur.“Os movimentos são semelhantes aos usados pelos bípedes modernos, incluindo os pássaros aquáticos” refere-o Costeur. A possibilidade dos dinossauros nadarem foi levantada há vários anos mas, até agora, não existia qualquer evidência que o comprovasse. A descoberta abre caminho a novas investigações.
O rasto de 14 metros de comprimento é constituído por seis pares assimétricos de pegadas, cada um com cerca de 50 centímetros de comprimento e 15 de largura. A distância entre cada pegada sugere que este dinossauro dava passos com um intervalo entre os 2,43 e os 2,71 metros, com uma profundidade de 3,2 metros.A equipa de paleontólogos acredita que o nadador é um Terópode, que engloba a grande família dos dinossauros carnívoros, incluindo o Tyrannosaurus rex, que habitou a região há 125 milhões de anos.Os vestígios de ondulação, existentes na superfície das pegadas, indicam que o dinossauro nadou contra a corrente. “O dinossauro nadava com movimentos alternados das duas patas traseiras” refere o co-autor do estudo, Loic Costeur.“Os movimentos são semelhantes aos usados pelos bípedes modernos, incluindo os pássaros aquáticos” refere-o Costeur. A possibilidade dos dinossauros nadarem foi levantada há vários anos mas, até agora, não existia qualquer evidência que o comprovasse. A descoberta abre caminho a novas investigações.
domingo, maio 20, 2007
Cientistas decifram genoma de macaco reso
Uma equipe internacional de pesquisadores determinou a sequência completa do genoma do macaco reso (Macaca mulatta), um dos animais mais importantes para o estudo de doenças humanas em laboratório. O bicho separou-se da linhagem que daria origem ao Homo sapiens há cerca de 25 milhões de anos, mas seu DNA ainda é 93% idêntico ao de uma pessoa -- e pode dar pistas valiosas sobre as principais características genéticas da humanidade.
As máquinas de seqüenciamento genético tiveram de ler 2,8 bilhões de "letras" químicas de DNA, o que indica que o genoma dos resos tem tamanho mais ou menos igual ao do humano.
Os resos, nativos da Ásia, são a terceira espécie de primata a ter seu genoma decifrado, depois dos humanos e de seus parentes mais próximos, os chimpanzés (cujo grau de semelhança connosco fica muito próximo dos 99%). E esse é um dos principais valores de obter o mapa genómico do Macaca mulatta: por ser um primo nem tão próximo e nem tão distante, ele funciona como termo de comparação para saber quando, ao longo da evolução, certas mudanças aconteceram na linhagem humana.
Suponha, por exemplo, que uma mutação apareça tanto em humanos quanto em chimpanzés, mas não entre resos: o mais provável, nesse caso, é que ela tenha surgido após a separação da dupla humano-chimpanzé, mas antes que esses dois se separassem. Já uma característica genética compartilhada por resos e humanos, mas não por chimpanzés, provavelmente indica que quem mudou ao longo do tempo foram os chimpanzés (e não humanos e resos independentemente).
Tudo isso significa uma nova janela para o entendimento da evolução humana, mas o genoma recém-sequenciado promete também frutos mais práticos. Os resos são muito usados para estudar a neurobiologia dos primatas e todo tipo de doença infecciosa. Foi graças ao bicho que os cientistas descobriram o fator Rh do sangue, muito importante na hora de fazer transfusões. Para testar vacinas contra SIDA ou gripe, por exemplo, os bichos são o principal alvo. E os dados do genoma devem tornar esse processo mais eficiente e preciso.
As máquinas de seqüenciamento genético tiveram de ler 2,8 bilhões de "letras" químicas de DNA, o que indica que o genoma dos resos tem tamanho mais ou menos igual ao do humano.
Os resos, nativos da Ásia, são a terceira espécie de primata a ter seu genoma decifrado, depois dos humanos e de seus parentes mais próximos, os chimpanzés (cujo grau de semelhança connosco fica muito próximo dos 99%). E esse é um dos principais valores de obter o mapa genómico do Macaca mulatta: por ser um primo nem tão próximo e nem tão distante, ele funciona como termo de comparação para saber quando, ao longo da evolução, certas mudanças aconteceram na linhagem humana.
Suponha, por exemplo, que uma mutação apareça tanto em humanos quanto em chimpanzés, mas não entre resos: o mais provável, nesse caso, é que ela tenha surgido após a separação da dupla humano-chimpanzé, mas antes que esses dois se separassem. Já uma característica genética compartilhada por resos e humanos, mas não por chimpanzés, provavelmente indica que quem mudou ao longo do tempo foram os chimpanzés (e não humanos e resos independentemente).
Tudo isso significa uma nova janela para o entendimento da evolução humana, mas o genoma recém-sequenciado promete também frutos mais práticos. Os resos são muito usados para estudar a neurobiologia dos primatas e todo tipo de doença infecciosa. Foi graças ao bicho que os cientistas descobriram o fator Rh do sangue, muito importante na hora de fazer transfusões. Para testar vacinas contra SIDA ou gripe, por exemplo, os bichos são o principal alvo. E os dados do genoma devem tornar esse processo mais eficiente e preciso.
EQUIPE INTERNACIONAL DECIFRA O GENOMA DA ABELHA DOMÉSTICA
O insecto mais útil da Terra, e também um dos mais interessantes, deixou de ser um mistério genético. Porque acabou-se por determinar a sequência completa do genoma da abelha doméstica (Apis mellifera), com dados que devem transformar o insecto numa ferramenta fundamental para entender a evolução da complexa vida social dos insectos, sem falar na sua importância económica para o homem.
Aliás, a ligação com o homem é uma das partes mais intrigantes do trabalho. Diversos elementos do DNA das abelhas são mais parecidos com o do ser humano e o dos demais mamíferos e vertebrados, e diferentes dos outros insectos. A razão para isso, porém, ainda é um mistério, de acordo com os pesquisadores.
O papel dos pesquisadores da USP foi estudar como os dados do genoma podem explicar a divisão das abelhas em castas sociais muito bem delimitadas. As principais são as operárias, pequenas, estéreis e responsáveis por todo o trabalho pesado na colmeia, e as rainhas, muito maiores e absurdamente férteis, cujo papel é ser literalmente mães da colónia inteira.
Aliás, a ligação com o homem é uma das partes mais intrigantes do trabalho. Diversos elementos do DNA das abelhas são mais parecidos com o do ser humano e o dos demais mamíferos e vertebrados, e diferentes dos outros insectos. A razão para isso, porém, ainda é um mistério, de acordo com os pesquisadores.
O papel dos pesquisadores da USP foi estudar como os dados do genoma podem explicar a divisão das abelhas em castas sociais muito bem delimitadas. As principais são as operárias, pequenas, estéreis e responsáveis por todo o trabalho pesado na colmeia, e as rainhas, muito maiores e absurdamente férteis, cujo papel é ser literalmente mães da colónia inteira.
Cientistas decifram genoma da cuíca
Uma equipe internacional de cientistas sequenciou pela primeira vez o genoma de um mamífero marsupial, a cuíca, num grande passo para o estudo do sistema imunológico e do cromossoma X, um dos responsáveis por determinar o sexo nos humanos e seus parentes mais próximos. Na pesquisa identificaram-se entre 18 mil e 20 mil genes, a grande maioria dos quais tem um equivalente nos mamíferos placentários, como o homem. Com a sequência do genoma da cuíca (Monodelphis domestica), marsupial nativo do Brasil e de outros países da América do Sul, os pesquisadores identificaram uma ampla gama de genes imunológicos, ligados ao sistema de defesa do organismo. Embora alguns genes sejam específicos desses animais, outros são compartilhados com mamíferos placentários. Segundo o estudo, as semelhanças estabelecidas indicam que os marsupiais, como os cangurus, coalas, cuícas e gambás, desenvolveram um sistema imunológico complexo quando se diferenciaram dos placentários, há cerca de 180 milhões de anos. Isso desmente a teoria de que os marsupiais teriam um sistema imunológico primitivo. Os marsupiais caracterizam-se por ter filhotes que nascem em estado muito imaturo. Por isso, o desenvolvimento embrionário é completado fora do útero materno, frequentemente numa bolsa externa (marsúpio) como a dos cangurus, que rodeia a região mamária. Esse fato talvez esteja ligado ao sistema imunológico complexo, já que o bebé marsupial precisa ser protegido de infecções fora do útero da mãe.
Outro dado interessante vem da estrutura geral do DNA dos marsupiais. Ao comparar o genoma da cuíca com a dos mamíferos com placenta, os pesquisadores verificaram que, ao longo do tempo, não foram exactamente os genes que se alteraram mais. Os genes, que contêm a receita para a produção de proteínas, costumavam ser considerados os principais responsáveis pela evolução. No entanto, as mudanças mais importantes parecem ter se acumulado, ao longo de milhões de anos, nas sequências que regulam os genes, e não neles próprios, sugere a pesquisa.Além disso, a descoberta pode trazer grandes avanços na medicina regenerativa relacionada com a espinha dorsal e danos no sistema nervoso periférico, pois os filhotes recém-nascidos das cuícas podem cicatrizar completamente os danos em sua coluna. A esperança é descobrir quais as características genéticas por trás dessa capacidade.
Outro dado interessante vem da estrutura geral do DNA dos marsupiais. Ao comparar o genoma da cuíca com a dos mamíferos com placenta, os pesquisadores verificaram que, ao longo do tempo, não foram exactamente os genes que se alteraram mais. Os genes, que contêm a receita para a produção de proteínas, costumavam ser considerados os principais responsáveis pela evolução. No entanto, as mudanças mais importantes parecem ter se acumulado, ao longo de milhões de anos, nas sequências que regulam os genes, e não neles próprios, sugere a pesquisa.Além disso, a descoberta pode trazer grandes avanços na medicina regenerativa relacionada com a espinha dorsal e danos no sistema nervoso periférico, pois os filhotes recém-nascidos das cuícas podem cicatrizar completamente os danos em sua coluna. A esperança é descobrir quais as características genéticas por trás dessa capacidade.
Cientistas decifram DNA
O mosquito que atormenta os brasileiros todo santo ano vai ter de se haver com as armas da biologia molecular. Uma equipe internacional de pesquisadores acaba de obter a sequência completa do DNA do Aedes aegypti, transmissor da febre amarela.
O trabalho revelou que o A. aegypti possui um genoma cerca de cinco vezes maior que seu parente igualmente perigoso, o mosquito Anopheles gambiae transmissor da malária. Cerca de 1,4 bilhão de pares de "letras" químicas de DNA compõem o genoma do A. aegypti, tamanh
o um pouco inferior à metade do genoma humano.
É um genoma complexo, com muitos elementos repetitivos. Quase metade do DNA do bicho, para se ter uma ideia, corresponde a sequências sem nenhuma função aparente que têm a “mania” de fazer várias cópias de si mesmas e ficar saltando de um ponto ao outro do genoma. Isso dificulta o trabalho de montar o mapa completo do material genético do bicho.
Para esse trabalho, o que se analisa não é exactamente o DNA, mas o mRNA ou RNA mensageiro que transmite as instruções para a produção de proteínas que estão contidas no DNA. Mas o trabalho é directamente relevante para estimar quantos genes funcionais a criatura tem - no caso, a melhor estimativa fica em torno de 15 mil.
O trabalho revelou que o A. aegypti possui um genoma cerca de cinco vezes maior que seu parente igualmente perigoso, o mosquito Anopheles gambiae transmissor da malária. Cerca de 1,4 bilhão de pares de "letras" químicas de DNA compõem o genoma do A. aegypti, tamanh
o um pouco inferior à metade do genoma humano.É um genoma complexo, com muitos elementos repetitivos. Quase metade do DNA do bicho, para se ter uma ideia, corresponde a sequências sem nenhuma função aparente que têm a “mania” de fazer várias cópias de si mesmas e ficar saltando de um ponto ao outro do genoma. Isso dificulta o trabalho de montar o mapa completo do material genético do bicho.
Para esse trabalho, o que se analisa não é exactamente o DNA, mas o mRNA ou RNA mensageiro que transmite as instruções para a produção de proteínas que estão contidas no DNA. Mas o trabalho é directamente relevante para estimar quantos genes funcionais a criatura tem - no caso, a melhor estimativa fica em torno de 15 mil.
sexta-feira, maio 18, 2007
Portuguesas brilham na Biologia
Uma equipa de cientistas portuguesas desvendou o funcionamento do centrossoma, órgão da célula que regula a multiplicação celular, abrindo portas para um possível diagnóstico e tratamento do cancro. A investigação desvendou os segredos da formação do centrossoma, a estrutura que regula o esqueleto e a multiplicação das células e que frequentemente se apresenta alterada no cancro.Esta descoberta responde pela primeira vez a uma questão muito antiga e que já preocupava os biólogos do fim do século XIX: como é que se forma um centrossoma?A importância desta questão prende-se com o facto de várias doenças, desde o cancro à infertilidade, estarem relacionadas tanto com a ausência como com o excesso de centrossomas. Cada célula tem apenas uma destas estruturas e pensava-se que este servia de modelo para a estruturação de novos centrossomas, necessários aquando da formação de novas células.
Grupo recria proteína que queima gordura
Um grupo de pesquisadores desenhou um modelo virtual da estrutura da proteína que regula a queima de gorduras e descobriu os seus mecanismos de funcionamento.
O projecto reproduz a proteína CPT1 (Carnitina palmitoil-transferase), incluindo o seu segmento regulador, completamente desconhecido até agora, explicou um dos pesquisadores. A CPT1 é o objecto preferencial de estudo para combater a obesidade por parte de grupos de pesquisa de todo o mundo. O trabalho também inclui desenhos em nível atómico do funcionamento do repressor malonil-CoA.
A veracidade dos modelos foi comprovada por uma série de trabalhos bioquímicos sobre o funcionamento da proteína, publicados no . "Agora que sabemos como funciona a proteína, no futuro poderão ser desenvolvidos remédios que actuam sobre ela para conseguir resultados", disse Gómez Puertas.
A CPT1 é encontrada no organismo sob três formas diferentes: a 1A, no fígado, a 1B, nos músculos, e a 1C, no cérebro. A manifestação no cérebro é especialmente interessante, já que se acredita que ela seja responsável pela sensação de apetite e satisfação, além de estar envolvida em processos relacionados com diabetes tipo II e doenças cardíacas.
O projecto reproduz a proteína CPT1 (Carnitina palmitoil-transferase), incluindo o seu segmento regulador, completamente desconhecido até agora, explicou um dos pesquisadores. A CPT1 é o objecto preferencial de estudo para combater a obesidade por parte de grupos de pesquisa de todo o mundo. O trabalho também inclui desenhos em nível atómico do funcionamento do repressor malonil-CoA.
A veracidade dos modelos foi comprovada por uma série de trabalhos bioquímicos sobre o funcionamento da proteína, publicados no . "Agora que sabemos como funciona a proteína, no futuro poderão ser desenvolvidos remédios que actuam sobre ela para conseguir resultados", disse Gómez Puertas.
A CPT1 é encontrada no organismo sob três formas diferentes: a 1A, no fígado, a 1B, nos músculos, e a 1C, no cérebro. A manifestação no cérebro é especialmente interessante, já que se acredita que ela seja responsável pela sensação de apetite e satisfação, além de estar envolvida em processos relacionados com diabetes tipo II e doenças cardíacas.
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